terça-feira, 21 de maio de 2013


O papel fundamental da família é educar as crianças para que elas cresçam aprendendo a respeitar o próximo. 
Idade certa
Não existe uma idade certa para começar a educar os filhos. Desde o nascimento, os pais já precisam tomar cuidados com suas atitudes: “As boas maneiras não são na verdade ensinadas, elas são ‘incorporadas’ ou ‘imitadas’. Portanto, a partir do nascimento, a criança começa a perceber e tomar contato com o ambiente que a cerca e como ele funciona. Se for um ambiente agressivo ela tende a se desenvolver utilizando a agressividade como forma de comunicar os seus sentimentos”.
Ensinando boas maneiras
Mostrar aos filhos o que é certo ou errado e o que deve ou não ser feito parece uma tarefa complicada. No entanto, atitudes simples já podem ajudar na formação da criança: “Nossos filhos, desde bebês, nos observam e seguem nossas ações como modelos. Então, se nos relacionamos bem entre os adultos da casa e do seu convívio, mostramos regras de boas maneiras. Saudar as pessoas ao chegar e quando se retiram, tratar com respeito todas as pessoas, dirigir-se às pessoas com palavras educadas e usar o ‘por favor’, ‘com licença’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’ são bons exemplos”. Ela ainda completa: “Os pais são agentes formadores de opinião e devem proceder de modo educado para que seus filhos se espelhem neles. São as ações do cotidiano que nossos filhos devem adotar como hábito”.
Vida social
Para que os filhos tenham uma boa educação, também é necessário que os pais aprendam a “chamar a atenção”: “Os pais devem ‘grifar’ algumas palavras e chamar a atenção das crianças para o uso de palavras que traduzam as boas maneiras e, além de tudo, orientar a criança quanto à forma de se comportar em diferentes ambientes sociais”, revela Eliana. “É importante que a criança perceba a necessidade de adotar comportamentos e vestimentas distintas em lugares distintos; se você está no seu quarto, o seu comportamento é diferente de quando você está na sala dividindo o espaço com os demais membros da família; se você vai ao shopping você usa um tipo de roupa diferente daquela que utiliza para ir a uma festa e assim por diante. Cabe à família dizer e mostrar à criança qual é o código”, complementa a educadora.
O papel da escola
A educação de base sempre vem de casa, mas a escola também é um espaço que pode auxiliar na formação do indivíduo. “A parceria Escola-Família é fundamental para que as crianças desenvolvam a habilidade de se relacionar harmoniosamente com outras pessoas fora de seu convívio habitual e se sintam seguras em situações sociais”, aponta Maria Cristina. Enquanto a família é formada por poucos integrantes e por pessoas mais próximas, a escola é um ambiente que exige um esforço extra da criança: “A escola é um ambiente social mais formal e maior onde a criança irá exercitar suas relações de amizade, de colaboração, disputa e respeito ao direito do outro. É onde ela inicia suas relações sociais de forma independente da família e o professor deve agir como orientador sinalizando os acertos e erros na condução das relações”, explica Eliana.
Atividades prazerosas
A criança também pode aprender boas maneiras interagindo com os colegas e praticando atividades em grupo que lhe proporcionam diversão. “É importante lembrar que a criança tem dificuldade em identificar e expressar o que sente; por ser emocionalmente imatura, ela às vezes se comporta mal, isto é, fica triste e agride o colega. Os jogos de faz-de-conta ou dinâmicas onde ela reconhece e nomeia suas emoções são de grande importância para ajudá-la a se comportar de forma assertiva e aumentar a possibilidade dela se relacionar melhor com todos”, revela Eliana.
Fonte:
http://papofeminino.uol.com.br/mulher/filhos/como-ensinar-boas-maneiras-aos-filhos/
Grupo, gostaria de postar esta foto. Tem tudo a ver. O quê acham?





Meninas gostaria que vocês vissem esse vídeo que vi no youtube. Após, digam se está tudo bem postarmos em nosso blog. Achei divertido, mas também podemos levantar  questões como : Será que os pais precisam colocar seus filhos em uma escola de boas maneiras, ou podem educá-los em casa? É certo que os pais deixem a responsabilidade de educar seus filhos nas mãos dos outros? 




sábado, 18 de maio de 2013

Livro Boas Maneiras de A a Z



Boas Maneiras de A a Z
Prosseguindo em minha pesquisa, encontrei algo muito interessante que pode acrescentar no assunto “Boas Maneiras”, a indicação de um livro com o título chamado Boas Maneiras de A a Z – Algumas dicas básicas para um comportamento social adequado, de Célia Pereira de Souza Leão. Pelo que pude observar ao ler a sinopse do livro, todo o conteúdo se encaixa na proposta do nosso Blog, e sei que quem adquirir essa leitura, vai aprender e muito com a abrangência que ele faz das boas maneiras. Boa Leitura!




Livro Boas Maneiras de A a Z – Algumas dicas básicas para um comportamento social adequado.
De Célia Pereira de Souza Leão. 23ª Edição
  de Páginas: 156
Acabamento: Brochura
Tamanho: 21 x 14 cm
Editora: Sts

Sinopse do Livro:
Agir de modo socialmente adequado não é apenas um sinal de respeito aos outros e de distinção pessoal. É um modo de facilitar a convivência, de tornar o grupo mais produtivo, de sedimentar a cooperação, de ampliar a produtividade no trabalho. As pessoas que se portam de maneira adequada evitam barreiras de entendimento, cativam mais, facilitam a realização de objetivos e tornam-se mais elegíveis para o crescimento na carreira e para a realização de objetivos pessoais.
Dessa forma, a etiqueta é boa para a sociedade, para o grupo restrito e para o indivíduo. 
Este livro reúne dicas de boas maneiras que são importantes para os dias de hoje. De forma clara e sucinta, a autora nos ensina condutas que não podemos e não devemos deixar de lado.

Fonte:
www.saraiva.com.br

Cultivando Boas Maneiras na Escola


O assunto “Boas Maneiras” está inserido em todos os ramos da sociedade como, família, escola, bairro onde moramos etc. Por isso, escrever e pesquisar sobre este assunto é muito recompensador e útil, pois nos levar a refletir se estamos mesmo fazendo a nossa parte, se cumprimos o nosso papel de pais, professores, amigos, pois é importantíssimo para uma boa convivência com o outro, ou seja, todos que fazem parte do nosso convívio.  E por falar nisso ao pesquisar sobre boas maneiras na escola, encontrei este artigo no blog do Professor  Antonio Mota. São conselhos práticos que podemos utilizar e sei que quem ler, tirará grande proveito do artigo.

Eis o artigo:

Boas maneiras na Escola

Dicas de boas maneiras na escola 


As boas maneiras constituem a base do relacionamento em todos os aspectos da nossa vida. Sua importância no ambiente escolar e na educação equipara-se à de aprender a ler, escrever e contar etc. Cabe ao todos conscientizar-se de sua função, para promover e manter um ambiente alegre, agradável e saudável na sala de aula, na escola e fora dela.
O sucesso das pessoas se deve em parte ao fato de saberem como se comportar em quase todas as situações. Algumas dicas básicas devem ser incorporadas ao cotidiano de professores, alunos, funcionários e direção:
1. Fazer uso das palavras "mágicas" sempre que necessário: por favor; com licença; obrigado(a); desculpe. 
2. Cumprimentar as pessoas ao chegar e despedir-se ao sair. 
3. Demonstrar respeito pelas outras pessoas, sejam elas mais velhas, da mesma idade ou mais novas. 
4. Respeitar a privacidade dos outros: não mexer na mesa, na bolsa ou mochila dos colegas sem a autorização deles nem ler qualquer material que não lhe pertença. 
5. Não interromper a conversa das pessoas. 
6. Esperar a sua vez de falar e escutar com atenção o que os outros têm a dizer. 
7. Ser pontual. Não deixar as pessoas esperando por você. 
8. Elogiar os colegas, sempre que cumprirem bem a sua tarefa ou fizerem um esforço para melhorar. 
9. Dar crédito a quem merece. Em hipótese alguma aceitar um elogio pelo trabalho de outra pessoa. 
10. Se tiver de corrigir ou repreender alguém, fazê-lo em particular, para não constranger a pessoa na frente dos colegas. 
11. Evitar a discriminação de seus colegas por qualquer motivo. Não criticar ou culpar as pessoas pelas costas, sem que elas possam defender-se. 
12. O sorriso é fundamental para facilitar o entendimento e gerar simpatia, desde que não seja irônico e debochado.
13. Evitar gritos como meio de chamar as outras pessoas.
14. Evitar o uso da sala de aula como toalete: nunca passar batom, pentear o cabelo, lixar ou pintar as unhas no horário de aula. 
15. Devolver tudo que pedir emprestado aos colegas, como canetas, livros ou guarda-chuva.
16. Não ser inconveniente: evitar a interrupção do trabalho alheio para bater papo. 
17. Oferecer apoio aos colegas que precisarem. Se souber de alguém que está passando por uma crise pessoal ou um período difícil, ouvi-lo com compreensão.
18. Se alguém lhe fizer uma gentileza, responder com uma nota de agradecimento. 
19. Não rir de como se veste, ou como fala, ou de um defeito físico ou tique nervoso de um colega.
20. Não colocar apelidos, bons ou maus, gentis ou não, nos colegas.
21. Não demonstrar impaciência, rir ou fazer piadas com a dificuldade de um colega em entender o óbvio, ou se ele faz uma colocação ingênua.
22. Não estar a todo instante querendo responder antes dos outros, levantando a mão para que o professor o escute e não aos outros.
23. Não cochichar nem enviar bilhetinhos durante a aula, trocar mensagens pelo celular, ou comunicar-se por mímica.
24. Diante da tentativa de um colega de conversar e contar anedotas na sala, espalmar uma das mãos sinalizando que pare, e dizer com discrição que conversará no intervalo ou recreio. O gesto com a mão é importante para o professor perceber que aquele aluno não está conversando, mas justamente o contrário, procurando evitar ter sua atenção desviada pelo companheiro.
25. Tomar a iniciativa de organizar um grupo de colegas para visitar um colega doente ou acidentado.
26. Ao chegar à escola, dirigir-se ao banheiro para lavar as mãos, recompor os cabelos e o uniforme, se necessário. Verificar se as unhas estão limpas.
27. Evitar posturas que indiquem indolência e desatenção na sala de aula.
28. Deixar o som do aparelho celular desligado durante a aula, e ligar no intervalo para os números que encontrar no menu de “ligações não atendidas”.
29. Não competir, porem fazer o melhor que puder em qualquer atividade.
30. Não ignorar propositadamente nenhum colega. Aprender que o preconceito contra outra pessoa na maioria das vezes é resultado da falta de aproximação e melhor conhecimento. 
31. Zelar pelo patrimônio da Escola; não bater as portas, não escrever nas paredes ou cravar o nome nas mesas ou carteiras escolares, não acionar com violência interruptores, fechaduras, ou qualquer outro equipamento.
30.  Não tentar personalizar sua resposta à chamada de presença feita pelo professor.
31.  Não usar palavrão, nem gíria, nem os bordões que os humoristas da Televisão têm orgulho em inventar e fazer virar moda.
"O homem recebe duas classes de educação: uma que lhe dão os demais; outra, mais importante, que ele dá a si mesmo." (Gibbon)
Organizado por: Núcleo de Ciências Humanas.
Adaptado de: Cármen MATEUS e Rubem Queiroz COBRA.

Fonte:




A  entrevista abaixo foi respondida por Sérgio Franco. Ele é empresário,  acredita na família e trabalha por uma sociedade melhor. Escolhi o Franco por se tratar de alguém que além de ter experiência no convívio com pessoas de outros países, é um conselheiro sempre disposto a ajudar na preservação da família. Nesta entrevista ele adverte sobre a prática da hipocrisia e do cinismo presenciadas pelas crianças no ambiente familiar. 
                                                                                                   Marlene.

Cultura nacional,família e escola: como cultivar boas maneiras no convívio social?
Boas maneiras na verdade são mais do que educação, são manifestações de um coração que considera o próximo. Sendo assim, tudo se inicia no indivíduo a partir de um relacionamento familiar que permita os ensino de princípios que contemplem o próximo, como amor, respeito, direitos, etc.

 a)Ser mal educado é um problema só de brasileiro? E fora do Brasil? Você percebe pessoas mais gentis?
Não costumo associar educação com gentileza. Penso que existem pessoas bem educadas que perdem a gentileza em algum momento. Já vi pessoas serem desrespeitadas no aeroporto dos EUA. Também fui tratado sem educação nos EUA. Na Argentina, já fui até roubado por um policial rodoviário. No Chile, apesar de ser um país da América do Sul, não tenho do que reclamar. Colômbia, como em todo o lugar, mesmo sendo tremendamente influenciada pelos americanos, os turistas são roubados até nos aeroportos. Eu sei que muitos pensam que a educação, no sentido geral da palavra, promove por si só a gentileza e o amor ao próximo. Se isto fosse verdade, não haveriam juízes corruptos. Todos os doutores seriam modelo de virtude. E isto, todos nós sabemos que não é bem assim. O que penso é que as família, embora não sendo determinantes, influenciam profundamente na gentileza do ser humano. Existem pobres e incultos que são bem educados com relação ao trato de uns para com os outros. Em contra partida, existem ricos e "bem educados", instruídos que tratam mal o seu semelhante.

b)Qual o papel da família na prática das boas maneiras?
Penso que já respondi anteriormente, mas se posso resumir afirmo o seguinte: Mesmo não determinando o caminho dos filhos, pois isto depende da escolha responsável de cada indivíduo, a família influencia mais do que qualquer outro ambiente. Supera até mesmo a igreja, pois muitos que ensinam fora de casa, vivem pessimamente dentro dos seus lares, gerando má influência para os filhos. O papel principal da família é ser um ambiente onde o próximo vem primeiro. Se isso for plantado em casa, as pessoas de fora serão muito bem tratadas.

c)Para você, que elementos influenciam uma pessoa adulto ou criança na prática dos maus tratos com o semelhante?
 Embora não determine, os elementos que influenciam adultos e crianças em casa são: A hipocrisia do dia a dia,  em casa ou fora de casa, a vida egoísta cultivada, a falsa liberdade praticada, o sofisma de que não responderemos a ninguém sobre nossas práticas (irresponsabilidade), a fé na evolução que ensina que os mais fortes prevalecem sobre os mais fracos, a falta de repreensão e correção, a falta de limites, em suma, a falta de amor.
  
d)O jargão “Gentileza gera gentileza” funciona?
 Numa vida prática sim, pois colhemos aquilo que semeamos.

e)Que conselho você daria aos profissionais de educação que lidam diariamente com crianças que não estão habituadas a praticarem as boas maneiras?
 Em primeiro lugar que eduquem por vocação e não por salário. Que descubram princípios verdadeiros, que pratiquem o que ensinam e que não aceitem que o relativo substitua o absoluto e que o absoluto tome o lugar do relativo. Sei que isso não é pós moderno, mas são conselhos que funcionam. 

 http://www.servolivre.com/
https://www.facebook.com/sergio.franco.servolivre

Amor, cuidado e disciplina - elementos essenciais na educação.   Na entrevista abaixo,o especialista em desenvolvimento moral da criança, exalta esses elementos e instrui os pais a educarem seus filhos.
                                                                                                                                                                                              Marlene.

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
DE WASHINGTON
O culto à auto-estima e a indulgência com os filhos criaram nos EUA gerações de crianças mal-educadas, apáticas e amorais.
Esta é a tese central do livro "Greater Expectations" (Expectativas Maiores), do psicólogo e pedagogo William Damon, lançado em 15 de fevereiro pela editora The Free Press.
Considerado o maior especialista do país em desenvolvimento moral da criança, Damon, 49, três filhos, falou à Folha por telefone.
Ele está na Universidade de Stanford, Califórnia, costa oeste dos EUA, em ano sabático na Universidade Brown, Rhode Island, costa leste, onde dirige o Centro para o Estudo do Desenvolvime
nto humano.Folha - Qual a origem do comportamento pedagógico dominante hoje em dia?
Damon - Eu acho que ele é produto de uma reação legítima a um período em que as crianças eram de fato sobrecarregadas por práticas de trabalho que as exploravam, por uma falta absoluta de direitos infantis. Mas as coisas extrapolaram. Hoje, as preocupações de pais e professores são de proporcionar à criança o 
máximo conforto emocional possível, acatar todas as suas prerrogativas. Essa atitude não leva em conta as perspectivas de crescimento da criança como pessoa.
Folha - De que maneira proporcionar conforto pode prejudicar o crescimento da criança?
Damon - O perigo psicológico de se colocar a criança no centro de todas as coisas, de torná-la muito consciente de si própria e de seus sentimentos é que isso tira a atenção da criança de realidades sociais fundamentais às quais tem que se adaptar para poder desenvolver corretamente o caráter. A criança assim tratada tende a se colocar acima e à frente de todos os outros, a ignorar os sentimentos e as necessidade alheias. Não dar regras e orientação firmes e claras é a melhor maneira para se criar arrogância e desrespeito.

Folha - Como o sr. encara a questão da disciplina na escola e no lar?
Damon - Amor, cuidado e disciplina são os elementos essenciais na educação. É triste, mas previsível, que nos nossos tempos a disciplina tenha se tornado um tópico de acirrada controvérsia, quando deveria continuar sendo o que sempre foi: uma questão de simples bom senso. Eu não defendo o uso de punição física, nem de descomposturas humilhantes. Mas há sempre maneiras sábias, seguras e eficientes de se impor disciplina.
Folha - Houve uma sensível queda da qualidade dos serviços, da liderança política e da criatividade artística e acadêmica nos EUA. Esse fenômeno tem a ver com as práticas pedagógicas atuais?
Damon - Definitivamente sim. Para uma sociedade melhorar, é preciso que suas crianças tenham algum idealismo, especialmente quando jovens. É preciso que se incuta nelas um sentido de comunidade, de auto-sacrifício. É essencial que elas sejam desafiadas para serem melhores do que são. Se não, cai-se no império do cinismo desde muito cedo e não se realiza nada.



Fonte: Folha de S. Paulo, domingo, 26 de março de 1995.